EDITORIAL - EDIÇÕES ANTERIORES
 
   
 


20 anos da Constituição: o novo ciclo político

04/10/2008

Algo mudou na estrutura da vida política brasileira, tornando mais legítimo o conflito e a demanda social. Refletir sobre o estado dos direitos no Brasil e avaliar sua relação com a Constituição de 1988 são duas faces da mesma moeda.


Paulo Freire: acima das distorções históricas
23/09/2008
Incorreções históricas são comuns e afetam a memória dos povos em relação a nomes ou acontecimentos passados. Em geral, são fruto de desinformação, não de má fé. Entretanto, o ataque dirigido à memória do educador Paulo Freire pela revista Veja faz por merecer uma contestação: ali, trata-se de má fé.

Defender a Bolívia é defender a democracia

13/09/2008
Os últimos acontecimentos na Bolívia não permitem omissões. É preciso que o Brasil, assim como os demais países da região, discutam formas de evitar a desintegração da democracia boliviana. Por meio deste pequeno artigo, a Fase toma sua posição de solidariedade ao governo boliviano e o presidente Evo Morales.


Homenagem pelo centenário de Josué de Castro

06/09/2008
Há cem anos, em Pernambuco, nascia um brasileiro que mudaria para sempre nossa forma de ver a sociedade brasileira. Josué de Castro foi médico de formação, mas expandiu-se rumo à geografia, à sociologia, à política, à literatura. No entanto, é a marca de um profundo humanismo que sobrevém quando, neste 5 de setembro de 2008, prestamos nossas homenagens.

Crise ambiental, crise de paradigmas

Uma reflexão aprofundada sobre os fatores que contribuem para o agravamento da atual crise ambiental nos levaria a dois fatores que são, na verdade, questões de fundo, nossos paradigmas religiosos e filosóficos. A religião ocidental e o racionalismo clássico formador da filosofia moderna são, ambos, discursos que nos afastam de uma relação com a natureza. Antes, justificam sua dominação.


Constituição 88: o que vale do que está escrito?

12/05/2008
O aniversário de vinte anos da chamada constituição cidadã pode e deve ser um momento de reflexão, e tem suscitado algumas. No entanto, Cunca Bocayúva acredita que "a Constituição só pode ser cidadã na medida em que ganha vida no processo social e político, através do movimento molecular dos sujeitos sociais, pela arte da conquista de posições pelos atores políticos."


Amazônia, questão de longo prazo

O aumento escandaloso do desmatamento veio nos lembrar que o futuro da região já começou, e que o longo prazo começa nas ações e omissões de agora. Leia o editorial da Fase assinado por Jean Pierre Leroy.


O avesso dos direitos

A ação policial contra as vans piratas no Rio de Janeiro revela a conexão entre poder paralelo e violência. O taco de beisebol apreendido pelos agentes policiais, a exemplo das provocações nazi-fascistas, trazia escrito em tintas brancas: direitos humanos.

Os riscos da agro-energia      
A opção pelo crescimento a qualquer custo vem gerando prejuízos sem precedentes em termos de poluição de recursos hídricos, contaminação de solos e do ar, perda de biodiversidade, redução dos nossos biomas e ecossistemas e de inaceitáveis violações e crimes conexos cometidos contra as populações que estão no caminho desse suposto desenvolvimento.


Direitos e a Constituição Brasileira
Vinte anos da Constituição de 1988: o balanço do Estado dos direitos no Brasil

O ano de 2008 será uma oportunidade para que a sociedade brasileira realize uma avaliação do efetivo cumprimento dos direitos inscritos na Constituição brasileira. Cunca Bocayuva propôe que movimentos e organizações e pesquisadores avaliem as regressões da nossa Carta constitucional no plano institucional e no plano da efetivação do caráter programático e normativo.


Paulo Freire: Pedagogia do Oprimido em perspectiva
Nos dez anos de morte do grande educador Paulo Freire, a Fase oferece uma leitura atualizada da contribuição do mestre às lutas pela ampliação dos direitos do nosso povo. Cunca Bocayuva relaciona seu legado às novas formas de resistência em práticas emancipatórias.


O PAC e o Brasil Sustentável e Democrático
Para Jorge Eduardo Durão, o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento, que, sintomaticamente, não faz referência a desenvolvimento, inaugura um novo cenário para a afirmação de uma agenda política centrada no debate sobre um novo projeto de sociedade.
http://www.fase.org.br/_fase/pagina.php?id=1353


Cidade de Direitos
Dando seqüência a uma reflexão em pauta na FASE sobre a “Cidade Informal”, Pedro Claúdio Cunca valoriza enfoques que reorientem o debate das políticas urbanas, levando em conta a lógica de reprodução social nos territórios. Ele destaca a emergência da proposta de formação de uma Agência de Desenvolvimento Local na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, cuja experiência deve ser sustentada pelas forças sociais democráticas.


2007: hora de reagrupar pensamento e ação crítica
Cunca Bocayúva faz uma análise da cena política e social no Brasil que sai das urnas em 2006 e entra em 2007 lidando com a violência urbana, a cada vez maior precarização da infra-estrutura social e os problemas econômicos. Segundo Cunca  Existe uma pequena brecha para uma aproximação franca das forças sociais e políticas que, dentro e fora do governo, dentro e fora do PT, talvez possam reabrir um debate sobre o projeto de luta contra as desigualdades no Brasil...


Inteligência Coletiva  e a Força Transformadora  da Periferia

O AfroReggae se lança em mais uma empreitada de fortalecimento das redes sociais e produtivas que partem das periferias, com a inauguração do Centro de Inteligência Coletiva Lorenzo Zanetti em Parada de Lucas, no Rio de Janeiro. Um novo passo de construção de espaços e formas de mobilização democrática e produtiva da juventude, da infância e das comunidades.


Respeitar o resultado das urnas

O que emerge das Eleições 2006 é um Brasil polifônico, em que setores que tentam hegemonizar a opinião pública valendo-se de antigos métodos de propagação por meio da mídia fracassaram. O espetáculo do marketing eleitoral, fortalecido nas eleições presidenciais anteriores, desta vez deu lugar ao debate programático, em que ações, prioridades e efeitos nos contextos locais e reais tiveram mais importância.


Alternativas para a doença infantil do capitalismo

Neste artigo, Cunca Bocayúva desfaz o mito do neoliberalismo como única via possível e convida à reflexão sobre alternativas. Diz ele: Entramos no século XXI sem a realização de uma trajetória de reformas de interesse democrático popular. Hoje, somos empurrados pela modernidade no meio da nova grande transformação do sistema capitalista em crise e sob reestruturação. Será que podemos barrar a onda da via única?


Filosofia da práxis na Baixada Fluminense

Em memória de Ítalo Lopes dos Passos, jovem morador da Baixada Fluminense, do Setor BF (movimento de hip hop) de Mesquita, Cunca Bocayúva analisa a desvalorização da vida no capitalismo periférico que se desenvolve de maneira desigual e combinada contra o corpo da juventude, na classe média pelo excesso e pelo consumo reificado, nas classes populares pela violentação direta e pelo encarceramento.


Chico de Oliveira - Doutor “Honoris Causa” de uma universidade chamada Brasil

No último dia 25 de agosto, foi concedido ao sociólogo e Professor Titular da USP, Francisco de Oliveira o título de doutor “honoris causa” na Universidade Federal do Rio de Janeiro, por iniciativa do Instituto de Economia da UFRJ. A Fase reforça essa homenagem com uma análise de Cunca Bocayúva sobre a obra deste sociólogo que expressa na sua visão de mundo a paixão por um objeto de análise complexo chamado Brasil. 


  Direito ao desenvolvimento e integração regional

Para Cunca Boacayúva o tema do direito ao desenvolvimento se projeta no debate nacional através de eventos como os fóruns e as redes sociais internacionais que buscam encontrar outras vias para a globalização dos direitos, na contra-mão de processos como os que ocorrem nas reuniões de cúpula dos países ricos e das instituições multilaterais como a OMC e o par BIRD-FMI.


América Latina hoje: a (des)construção necessária 

Segundo Cunca Bocayúva, a nacionalização das reservas e a ocupação das empresas que exploram os hidrocarbonetos na Bolívia geraram reações que beiram o ridículo no Brasil. As presunções de poder empresariais e de previsibilidade estratégica que se pede ao país não medem a densidade do problema geopolítico que atravessa a questão energética.


A Renda Básica de Cidadania
Neste momento de crise de legitimidade da representação política em ano de disputa eleitoral, é preciso que a agenda comum dos direitos ganhe centralidade como única forma de redefinir os rumos da democracia sob a ótica da grande política, a do bem comum e a da autonomia dos sujeitos sociais.
Os aprendizes de feiticeiro e a morbidez política
Segundo Cunca Bocayuva, José Dirceu, com seus intentos de reestatização da política, e Antonio Palocci, com seu ímpeto de fazer o dever de casa, se consumiram na mesma pequenez política que caracteriza os seus adversários, os mesmos que acenam com a bandeira da moralidade frente aos holofotes do poder da mídia e deixam de enfrentar a agenda da reforma da política. A queda de um o afastamento do outro terão sido inúteis se servirem apenas para uma restauração plena dos responsáveis pela agenda patrimonial privatizadora. Veja por que em nosso editorial.
Estado de exceção no Rio de Janeiro?
A situação de violência no Rio de Janeiro corresponde a um contexto de transbordamento que atinge de maneira desigual o conjunto da população. O direito à segurança inscrito no artigo sexto da Constituição Federal há muito está colocado em questão, assim como o conjunto das políticas públicas de bem-estar social. 

 A FASE está de cara nova na internet

Como você poderá ver navegando em nosso novo site, está muito mais fácil conhecer nosso trabalho e as notícias que achamos importante trazer a público. Esta reformulação é resultado de quase um ano de trabalho contínuo baseado em um desejo e uma necessidade. 


Banalização e conformismo sob o império do medo

A absolvição do Coronel Ubiratan Guimarães, comandante do massacre do Carandiru, as invasões da Rocinha e Vidigal, os ataques ao Bolsa Família e outros fatos alarmantes da vida nacional representam a manutenção da violência institucional naturalizada no país. Nosso editorial pergunta:Como afirmar uma plataforma anticonformista e antibarbárie que trabalhe os diferentes ritmos e urgências que atravessam a crise prolongada de hegemonia do nosso capitalismo dependente, autoritário, oligárquico e darwinista?